quarta-feira, 9 de julho de 2014

Mundial no Brasil: Ensinando com as derrotas!


A Copa do Mundo de 2014 era uma grande expectativa para nós, cidadãos brasileiros.

Para mim, que tive o prazer de ver em 1994 uma equipe unida, com garra e a dupla Bebeto e Romário. Depois a derrota na França para, em 2002, acordar de madrugada para acompanhar a conquista do Penta.

Ontem o Brasil perdeu da Alemanha com um resultado esperado, mas com um placar vergonhoso. No segundo tempo, já muito sem vontade de acompanhar, pensei nos meus onze anos e a conquista do Tetra. Meu pai me levando na 9 de Julho - aqui em Jundiaí - onde os brasileiros comemoravam, com bandeiras, gritos e muitos sorrisos no rosto.

Este ano, mesmo com a conquista do campeonato, Bia não entenderia. Aos quase oito meses ela não gosta do barulho chato das cornetas, se assusta com os fogos de artifícios. Quando comemoramos um gol ela bate palmas, mas não sabe ainda o que é um gol, nem futebol, muito menos porque estamos todos de amarelo.

Para Beatriz, essa derrota não significa nada, nem vai. Uma vitória não faria sentido nenhum também. Mas ela precisa saber que ganhar é bom, mas perder é o que faz crescer.

Seja no esporte, seja nos estudos, ou em qualquer situação da vida, o valor de um segundo, terceiro ou último lugar devem ser respeitados para que haja aprendizado, sabedoria. Ganhar é a glória de muito estudo, concentração e esforço. Se não foi tão bem como se esperava, é preciso fazer mais, sem bitolar, sem ficar neurótico.

Quero ensinar a Bia que competir é importante, ganhar é maravilhoso, mas aprender a perder é uma responsabilidade! Espero que os pais de hoje ensinem isso para os seus filhos. Que isso não valha apenas para um mundial de futebol, mas para tudo. 

E que aprendamos com os países que vieram nos visitar a termos educação, respeito e amor ao nosso Brasil, que o que nos faz ser mais ou menos brasileiros não é o esporte! Se você nasceu aqui e fala tão mal, olha pro seu umbigo e veja onde você pode melhorar.

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Leia também:
O medo da maternidade;
Introdução alimentar;
E quando a minha licença-maternidade chegou ao fim;
Licença-maternidade e licença-paternidade.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Maternidade dentro de nós!

"Eu não sei ser mãe, não sei nem cuidar de mim, quanto mais de um ser tão pequeno e que é totalmente dependente pra se alimentar, se vestir, dormir, tomar banho..."

Eu refletia muito isso quando o instinto materno começou a bater na minha porta. Queria muito ser mãe, mas tinha uma imensa preocupação quanto ao como eu seria.

Engravidei, passei por uma gravidez com os altos e baixos (leia alguns dos altos aqui, aqui e aqui, e dos baixos aqui e aqui), mas na média foi um período muito gostoso. 

Quando estava próxima de conhecer a minha Beatriz, não bateu medo, nem ansiedade. Acho que mais porque não deu tempo mesmo, já que ela chegou duas semanas antes do previsto.

Mãe não nasce pronta. Antes de sermos mães, não lemos cartilhas, não somos treinadas, não surge do nada. Nem poderia! Não adiantaria de nada. Aliás, sou muito mais da experiência do que do literalismo.

Tentei ler livros e pesquisar os porquês das coisas e aquilo me deixava mais enlouquecida ainda.

Agora, ali, no momento do parto, quando aquele ser tão minúsculo sai de dentro de você (aqui faço um adendo - pra mim, quando se adota uma criança, a mulher também 'dá a luz', o amor é o mesmo), surge uma nova mulher. Uma nova mulher não, é ali que surge a mãe que você até então desconhecia.

A partir dali você já sabe pegar no colo como nunca imaginou. Trocar fraldas não parece um quebra-cabeça de duas mil peças. Dar banho é um momento prazeroso. Amamentar é revigorante, mesmo que seja deveras cansativo. 

É o momento mágico onde uma chave liga e muda todo seu mundo. Passa a ser uma leoa, capaz de proteger e cuidar daquele bebê de forma excepcional, de forma materna.

Quando minha melhor amiga, a Mari, prestes a ter a Nina, minha afilhada, comentou comigo sobre sua dúvida, se estava preparada para ser mãe, eu pensei: hoje não. Mas na hora certa, daqui a pouquinho, vai surgir em você uma outra pessoa e, esta sim, estará preparada. Me lembro que falei mais ou menos assim:

"Mari, quando a Nina nascer, com ela vai nascer uma nova Mari, que agora você talvez desconheça, mas que vai saber ser a mãe ideal para ela!" - Acho que hoje ela pode até me dizer se acertei ou não.

E não acha que isso quer dizer que logo de cara você vai entender todos os motivos de choro ou angústia! Até hoje, depois de sete meses, quando me perguntam porque Bia chora, tem horas que eu digo: 'eu não sei!'

Mas a verdade é que depois de um tempo a gente sabe o motivo da maioria daquelas lágrimas e consegue resolver aquele desespero bem rapidinho. Quando não se encontra motivos, um abraço, palavras calmas, respiração tranquila e muita paciência! Aliás, paciência será seu sobrenome.

Esses dias olhei para Bia e falei: "O que eu tenho pra te ensinar se é com você que estou aprendendo a cada dia?"

E no fim, tudo dará certo! Mãe que é mãe sabe ser mãe!

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Leia também:
Introdução alimentar;
E quando a minha licença-maternidade chegou ao fim;
Licença-maternidade e licença-paternidade;
De jornalista a fonte.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Introdução alimentar: a guerra está armada!


Introduzir alimentos na rotina do bebê é muito delicado. Principalmente porque ele só está acostumado com leite, seja materno ou artificial.

Beatriz só mamou no peito. Quando oferecia mamadeira, mesmo que com o meu leite, era uma recusa sem sequer saber do que se tratava. Aquele gosto de borracha, aquela textura diferente, não era o que ela estava esperando. Não tinha o aconchego, não tinha o cheiro. Por isso fiquei refém da amamentação por seis meses, sem chance de sair por muito tempo sem ela.

Porém Bia não engordava. Sim, ela crescia, fazia xixi e cocô, estava ativa e esperta. Talvez um refluxo oculto ou mesmo seu biotipo a fizeram andar na linha vermelha do peso, mas nunca foi uma grande preocupação da pediatra.

Só que precisávamos saber o que estava acontecendo. Eis que damos início, aos três meses, à introdução de suco de laranja lima e, quinze dias depois, frutinhas bem docinhas: pera, banana prata e mamão papaia. 

Fiquei apreensiva em dar mamadeira. Poxa, se ela já não tomava o leite, que ela conhecia, imagina beber algo estranho numa coisa estranha? Segundo a médica, a chance dela aceitar melhor a mamadeira com outro alimento que não o leite é grande. Dito e feito! Depois de uns dias de tentativas, ela pegou a mamadeira e adorou o suco.

Com as frutas nunca rolou sequer uma careta! Ela aceitou todas numa boa! Depois ofereci maçã e caqui (com aprovação médica) e mais uma vez adorou! Tomara que ela seja mais 'frutífera' que a mãe!

Sucos também ela gostou de tudo. Melão, melancia, laranja lima com mamão, pera, manga. Só a de maçã que ela não encarou tão bem, mas não cheguei a uma segunda tentativa pra confirmar.

Quando ela tinha completado cinco meses era hora de iniciar as papinhas salgadas. Confesso que fiquei desesperada, uma por ter que fazer, outra por ter que encarar a insistência da introdução alimentar.

Sério, mais de uma semana de tentativas, choros (meu e dela), desespero, comida jogada fora, põe isso, tira aquilo, faz assim, faz assado. Até que ela começou a entender pra que funciona aquilo. Foi aceitando melhor depois da segunda semana e hoje, mais de um mês depois, come tudo, sem fazer nenhuma careta, sem desprezar nenhum alimento. 

Faço a comidinha com o maior carinho do mundo e, quando não posso fazer, a secretária da minha mãe faz da mesma forma. 

Minhas dicas que funcionaram com a Bia:

Divido os alimentos em duas panelas e em cada uma coloco:
- dois ou três tipos de legumes, tento deixar o mais colorido;
- uma carne (músculo ou frango)
- uma folha, não pico nem corto, deixo pedaços bem grandes (espinafre, couve, ainda não coloquei as mais amargas por um pouquinho de medo)
- uma pitadinha de sal
- um carboidrato (macarrão tipo cabelinho de anjo, aquele bem fininho, ou arroz bem empapado, pra amassar)

Deixo cozinhar tudo por um bom tempo, para deixar bem molinho e fácil de amassar. Hoje, com sete meses, ela come quatro colheres de sopa bem cheia e depois uma fruta de sobremesa. Lembrando que tudo foi orientado e autorizado pela pediatra dela.

Faço vários potinhos e deixo congelada. Geralmente dá pra quatro ou cinco dias, ou seja, são de oito a dez papinhas, considerando almoço e jantar.

Quando comecei a dar comidinha, a Beatriz ainda não tinha dentinho, então tem que ser tudo muito bem amassadinho, uma papinha mesmo, senão ela engasga (e as vezes é meio desesperador quando acontece). Tiro as folhas e as carnes, cozinho junto só pra dar o gosto no caldinho, pelo menos por enquanto.


No começo, eu dava até mais aguadinho, uma sopinha, para ela sentir mais o gosto do que a textura, depois fui deixando um pouco mais compacta e cremosa. Assim ela exercita a mastigação (e é muito lindinho)

Hoje ela come bem e de tudo. Testei várias combinações e ela come bem. 

O ideal é ter paciência. Parece que o bebê nunca vai comer, dá um desespero no começo, mas não pode desistir. Assim como para ele, pra você também é tudo novo e, por isso, o acostumar com a novidade as vezes demora um pouco. 

Depois de um mês no novo mundo, Bia continua engordando pouco, mas já sinto nos braços que a mocinha tá ficando fortinha. Ela é bem alimentada, muito amada! Então não há, ainda, motivos maiores para desespero!

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E quando a minha licença-maternidade chegou ao fim;
Licença-maternidade e licença-paternidade;
De jornalista a fonte.
Dia das mães.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Volta ao trabalho, o que fazer com ela?

Minha licença-maternidade chegou ao fim um pouco antes do previsto. Voltar para São Paulo estava me atormentando a cabeça. Antes que eu pudesse me decidir sobre o que fazer da vida pós-sete meses, me apareceu uma oportunidade legal, com pessoas bacanas e que me deram a opção de não precisar pensar em mais nada.

Quer dizer, pensar eu sempre vou, só que desta vez minhas dúvidas seriam outras. Talvez decisões ainda mais difíceis a serem tomadas.

E agora? O que fazer com a Beatriz?

Confesso que fiquei bem mal sem saber que rumo tomar. Tive várias opções, mas quando é com a nossa cria, parece que nada tá bom! 

A primeira decisão: ficar com meus pais ou por no berçário?

Difícil, porque Bia é muito boazinha, aprendeu a comer papinha, toma suquinho, come frutinha. Até agora ela não rejeitou nenhum alimento. (Claro que todo início é difícil e minha filha só aceitou papinha salgada depois de muita persistência). Mas quando esta menina quer causar, ela consegue. Seu choro ardido (seja sono, fome, fralda suja) leva um tempo para cessar e requer paciência, porque ela se joga, tira a chupeta, faz um drama... 

Meus pais me ajudaram nesta questão: "você vai deixá-la conosco". Ufa, pelo menos até completar um ano (e passar esse inverno) me tranquiliza saber que ela estará com pessoas de altíssima confiança.

A segunda decisão: colocar uma babá na casa dos meus pais ou deixá-la por conta apenas deles?

Difícil contratar alguém pra cuidar dos nossos filhos. Confiar em uma pessoa e julgá-la capaz de tratar seu bebê como você faz é impossível, simplesmente porque ninguém é igual a mãe. 

Mas é preciso saber decidir, escolher, optar e, principalmente, deixar que seu filho conviva com outras pessoas, conheça outros mundos e também desgrude um pouco de você. Não é fácil, especialmente pra mãe, mas é necessário, principalmente pros dois.

Estamos em fase de testes, vendo como Bia se comporta, como fica apenas com meus pais, se eles dão conta, afinal, tudo fica em função da neta, o que acaba tirando toda liberdade deles.

Pretendo colocá-la numa escolinha sim e sei que vai ser uma outra etapa bem difícil, de muitas dúvidas, choros e preocupações. Mas acredito que a vida inteira agora será assim. E ainda assim tudo terá valido a pena!!!

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Leia também:
Licença-maternidade e licença-paternidade;
De jornalista a fonte.
Dia das mães;
Carta para Beatriz.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

O temor do fim da licença-maternidade!

E estamos aqui, com seis meses de Beatriz e chegando aquela hora difícil: o fim da licença-maternidade.

Fácil, não é? Mas vamos combinar que a mulher fez que fez para ter os mesmos direitos do homem e agora se depara com a questão: como cuidar dos filhos?

A decisão do que fazer não é das mais fáceis e, confesso aqui, que já chorei muito, já pensei muito, já decidi e 'desdecidi' muito também. Mas, hoje, não tem como colocar tudo nas costas do meu marido.

Enfim, fato é que o que eu vim falar aqui é o tempo de licença. Como funcionária do Governo do Estado tive direito a 180 dias corridos para cuidar da minha pitoca. Somei a eles um mês de férias. Não foi possível a amamentação exclusiva até os seis meses da Bia, porém ela só mama no meu peito, mas já come frutas, papinhas salgadas e toma suco. 

O tempo voou. O que fazer com um ser tão minúsculo, que ainda é grudado em você, depende de você. Como fica o coração de mãe quando tem que cortar mais uma vez o cordão umbilical? (porque isso nós devemos fazer umas 10 mil vezes na vida!)

Tudo bem, seis meses deveria ser o mínimo de direito. Agora me peguei pensando nas mães que só têm 120 dias. Com quatro meses o bebê ainda é mais dependente e a amamentação exclusiva vai pelo ralo!!! O mundo tá todo errado. Os incentivos estão todos errados. A mulher lutou tanto pela igualdade, mas não somos iguais! 

E as empresas querem lucros, querem atingir metas, objetivos, e a mulher atrapalha. Será? Acho que tem muito mais qualidades do que esses considerados 'defeitos' no ser feminino.

Aliás, você sabia que dependendo da empresa e do tempo de gestação/licença seu médico pode te dar um atestado de 15 dias no fim da gravidez e mais 15 dias depois para a amamentação. Mas isso você deve conversar tanto com o médico, quanto verificar como funciona no local em que você trabalha.

Só sei que quatro meses é muito pouco. Seis já acho pouco, mas quatro é desumano!

Mais desumano que isso é a licença-paternidade. Que mãe não precisa da ajuda e do apoio do pai no início? E cinco dias não são NADA perto da necessidade que temos!!! O mínimo justo seria um mês.

O pai é uma peça fundamental, não só ajudando nos cuidados com o bebê quanto nas questões extras, como fazer compras, ajudar com almoço, casa. Além disso, as primeiras noites são terríveis até acostumar e, por isso, o pai também acaba dormindo mal! 

Repito, o justo seria, pelo menos, um mês!


O mais engraçado de tudo isso é ouvirmos: "seis meses? Tudo isso??? Que folga!"

Com toda certeza essa pessoa nunca teve filhos e, provavelmente, espero que nem tenha. Porque noites sem dormir, choros, dependência e preocupações são intermináveis e descanso é algo que não está mais na minha vida. 

Eu não sei o que é dormir mais de três ou quatro horas seguidas. Dores nas costas, na cabeça, cansaço, muito cansaço.

Não, não estou arrependida. E sim, vale muito a pena por cada sorriso. Vale a pena ter essa razão pra viver. 

Eu acredito que muita gente tem que mudar a mentalidade e entender que é uma fase importante pra mulher. 

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Leia também:
De jornalista a fonte: matéria de dia das mães;
Dia das mães;
Carta para Beatriz;
Como fiz para melhorar as cólicas do bebê.

terça-feira, 20 de maio de 2014

De jornalista a fonte: como a maternidade virou do avesso!

Este ano de jornalista acabei virando fonte de dia das mães para duas publicações. 

Esta abaixo é do Jornal Saúde Ultrafarma, da minha queridíssima Stephanie Borchardt. Foi com ela que fiz meu TCC de jornalismo sobre o Edifício Joelma, que ficou muito legal! (Clique aqui para conferir)

A matéria ficou linda e espero que vocês gostem tanto quanto eu!

Ah! A foto da publicação foi do meu Ensaio de Gestante, feita pelo queridíssimo Davi Chaim, da Oficina da Photo, aqui de Jundiaí!




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sexta-feira, 9 de maio de 2014

O primeiro dia das mães com ela nos braços




Ano passado eu comemorei o dia das mães. Sim, claro!!! Já tinha um serzinho vivendo no meu ventre e instalado no meu coração, mesmo eu ainda não sabendo quem era.


Só que apesar da felicidade, estava na fase dos enjoos. Me lembro que naquele dia fui parar no PS, tomei plasil na veia e, por fim, dormi a tarde toda.

Além disso, este ano será muito mais especial!!! Beatriz está aqui, no meu colo, e é uma menina linda que me trás muita coisa boa.

Ser mãe me ensinou muito:

- posso não ter ideia de como cuidar de mim mesma, mas descobri que sou muito capaz de cuidar de um filho;

- os pitacos vão surgir a toda hora, independente da idade do seu filho, mas aprendi a filtrar, selecionar e aceitar quando necessário (ok, ainda estou aprendendo);

- o sorriso dela me bambeia as pernas e me tira o mau humor, mesmo quando são 4 horas da manhã e você não consegue fazê-la dormir;

- sei criar rotina, horários, selecionar qual fruta do dia e estou começando a aprender a fazer papinhas salgadas, e isso é um marco na minha vida;

- só o fato dela fazer barulhos com a boca, virar de bruços, desvirar, comer toda papinha ou beber o suco, e a cada novidade, mesmo que pareça pequena ou besta, é motivo de comemorar, bater palma e mostrar alegrias;

- nunca diga que seu bebê não vai ouvir Galinha Pintadinha!!! Na hora do 'não sei mais o que fazer' você vai ligar a TV; 

- os muitos nãos da Bia não me fazem desistir: caretas na hora de inserir um novo alimento as vezes dá um pânico, mas saber que é normal é um alívio;

- a paciência surge como uma entidade, mas tem horas que também vai embora e dá vontade de jogar tudo pro alto - o lance é respirar fundo e recomeçar;

- faria o possível e o impossível para passar suas dores e tristezas pra mim;

- falei que nunca mimaria tanto um filho e cuspi pro alto - e olha que minha filha não tem seis meses ainda;

- me fez entender que seus pais serão mesmo recheados de doçuras e carinhos com os netos, que tudo o que você não podia fazer, seus filhos poderão, e que serão babões desde sempre;

- tenho a sorte de nascer na família que nasci, pois o apoio deles em todo esse tempo foi essencial;

- temos mesmo que agradecer nossas mães por tudo o que elas fizeram por nós. Quando somos mães conseguimos compreender o quanto é difícil essa 'profissão;

- aliás, falei muita coisa que não faria por um filho e caí do cavalo (pra não usar o mesmo termo que o tópico anterior);

- me fez rever vários - se não todos - os conceitos que tinha antes dela nascer;

- tomar decisões é, antes de tudo, pensar se vai ser bom pra ela - incrível o poder que um ser tão novo tem sobre nossos rumos;

- o amor é capaz de crescer dentro da gente e explodir;

- e descobri que meu coração bate fora do peito porque tem alguém que me faz viver fora de mim!

Feliz dia das mães para todas as mamães de primeira, segunda e todas as viagens!!! Mamães de coração, madrastas, avós... todas aquelas que têm amor de mãe e sabe da importância de ter um alguém para você cuidar, acarinhar e por quem 

Ao mesmo tempo que será um domingo especial pra mim, também será o primeiro domingo de saudades.

Nossos almoços de Dia das Mães era ao lado da matriarca, minha vó Ide, que era um grande motivo de comemorações. Hoje ela deixa saudades, mas deixa uma neta que quer muito continuar se espelhando nela para ser a mãe e a avó que foi, amada e muito querida por todos.

Quatro gerações registrado com muito amor!

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Leia também:
Carta para Beatriz;
Como fiz para melhorar as cólicas do bebê;
Paciência de mãe.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

E o primeiro adeus da Beatriz... ;ó(

Este ano não tem sido muito tranquilo pra mim. Começou o ano com o falecimento de uma tia minha, muito nova ainda. Depois minha mãe teve uma infecção séria no intestino que abalou muito todos nós. Quando sua recuperação estava chegando aos 100%, mais uma bomba... 

Minha avó tinha o coração fraquinho. Mas estava sempre muito forte. Aliás, força era um adjetivo muito coerente a ela. Mas aquela sexta foi diferente. Ela nos deixou e, com isso, muita saudade e um aperto no peito. Foi de repente, aquela presença diária no meu dia a dia agora está só no meu pensamento e no meu coração. 

Por isso achei muito digno colocar aqui o que escrevi pra Beatriz naquele fim de semana triste, para que isso se registre não só no meu facebook, mas também no mundo virtual, porque essa velhinha me faz muita falta!


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Carta para Beatriz: 
(escrito em 07/04/2014)

Filha, este fim de semana foi difícil, triste. Aliás, este ano não tem sido muito fácil pra mamãe. Mas seu sorriso me ameniza qualquer dor.

Sabe essa troca de olhar? Você não vai se lembrar dela. Mas acredite, tinha muito amor aí! Ela não pode te ver crescer, mas queria participar muito da sua vida. 

Quando fui te apresentar pra ela, a emoção não cabia na gente. Choramos contidas, eu e ela, num aperto de mãos muito especial.

Ela sempre chegava na casa do vovô e da vovó querendo te ver. As vezes sinto que faltou muita coisa pra falar, pra fazer. Mas fiz muito por ela, sendo recíproca a cada segundo por tanto amor que ela tinha por mim. 

Nunca vou me esquecer desta última sexta. Você no meu colo e as últimas palavras dela pra mim: 'NUNCA FIQUE SOZINHA, é um conselho que te dou'. Talvez ela quis dizer 'é o último conselho que te dou', porque ela me deu muitos. 

Ela disse que eu era muito forte. Mal sabe ela que parte dessa força só podia ser hereditária. 

Filha, sei que o amor que tenho por essa sua bisavó ficará marcado por toda eternidade. Ela sempre dizia que amava os filhos mais que os netos, simplesmente porque eram seus filhos e isso hoje me faz muito sentido. Só que o carinho que ela tinha por cada um de nós e, depois, por você e os outros bisnetos dela, me fez perceber que ela amava muito mais do que podia imaginar. Era muito amor. Nós éramos uma grande alegria pra ela.

Você não vai se lembrar dela. Mas vou fazer questão de sempre falar dessa senhorinha, pra que você saiba da importância que essa mulher teve nas nossas vidas e na vida de todos que a cercavam. Ela era querida e isso nós nunca tivemos dúvidas. 

Este fim de semana de dias lindos, o céu fez festa. Ele recebeu uma velhinha muito especial, que foi pra perto de Deus como queria, sem dor, sem sofrimento, como deveria ser sempre.

Bia, esta é sua bisa, vó Eurides. 

Vá em paz, minha vó. Te amo pra sempre.


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Uma coisa que tiro de lição é: nunca se acostume com a pessoa que está sempre do seu lado... aprenda sempre a importância dela e como você pode transformar isso em amor dia a dia...

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Leia também:
Como fiz para melhorar as cólicas do bebê;
Paciência de mãe.




quinta-feira, 20 de março de 2014

Acabando com as cólicas: homeopatia e sem lactose

Primeiramente quero agradecer ao site Bebê.com.br pela publicação da minha história no Confessionário! Que as mães que se identificaram com meu post possam ter aqui no blog um apoio, um suporte. Saibam que não estão sozinhas!

Como vocês já sabem, tive muitos problemas com relação a cólicas da minha filha. O lance é que a doideira toda cessou quando cortei a lactose (leite de vaca e todos os derivados), encontrando alternativas para meu vício em leite e esperando 15 dias para ver se a coisa tinha funcionado.

Beatriz tinha só dois meses e, pelos cálculos naturais da coisa, a dor chata que ela sentia terminaria apenas no mês seguinte.
Só que não...

Com o fim da lactose, Beatriz não chorou mais de cólicas. Aquele transtorno que não tinha hora pra começar e nem pra acalmar parou e só ficaram os resmungos de sono, fome, enfim... os considerados 'normais'.


Este leite foi minha salvação!

Minha filha, apesar de tão petitica ainda, é muito geniosa. Ela é brava, nervosa, chora, fica com raiva e toda vermelha. As vezes perde o ar. Ela é difícil. 

Vou contar. Na maternidade ela chorou muito. No primeiro mês de vida, o banho era uma crise de choro sem fim. No segundo mês ela ainda chorava na hora de enrolar na toalha. Por no bebê conforto pra passear as vezes é um martírio. Essa menina chora tanto que as pessoas devem pensar que eu to cortando um dedinho dela fora. Mas é o jeito dela... até acostumar com a vida, ela sofre. Parece alguém que me conheço... (não precisava puxar isso de mim, né filha???)

Para que estou contando todo este tormento? Bom, para que você que chegou até aqui não se sinta sozinha, caso isso aconteça na sua casa. O importante é o que eu digo SEMPRE: passa! É só deixar o bichinho se adaptar ao que é novidade.


Outra coisa que me ajudou IMENSAMENTE foram as homeopatias. Além de dormir melhor, ela deu uma acalmada importante pra nós. Ela ainda é nervosinha, mas aí é da personalidade dela, não dá pra tirar, só que dá para amenizar. Foi o que fizemos.

Primeiro tomamos Cina CH30, que funcionou por poucos dias. Depois o Camomila CH30, que acabou ajudando melhor. Se tiver que tentar novas fórmulas, vou fazer! Mas deixando MUITO CLARO que tudo com orientação médica. É importante uma avaliação do homeopata para que ele detecte no seu filho qual o melhor remédio.

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Leia também:
Paciência de mãe;
Sugestões de presentes em chá de bebê;
Algumas dificuldades.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Sobrenome da mãe: paciência




A vida de mãe é uma caixinha de surpresas. Aliás, o bebê é uma caixinha de surpresa!

Beatriz é muito geniosa. Acho que já vi essa história antes e ela deve se repetir. Aquela frase maldita "quando você for mãe, você vai me entender" está valendo desde já, pelo menos no meu caso. 

Quando Beatriz sofreu com as cólicas, o conselho que mais ouvi foi pra oferecer a chupeta, porque ela acalmava. Fato é que Bia nunca curtiu. Desde os 10 dias de vida enfio a chupeta na goela da menina e ela cuspia, fazia cara de ânsia, chorava ainda mais alto e com mais raiva. 

Outra guerra era quanto a mamadeira. Tirava meu leite quando precisei sair, deixava bonitinho e nada dela pegar. Era só meu peito pra acalmar. E aí a dependência crescia e a minha vida ia sendo deixada de lado.

Mas pela minha filha, qualquer sacrifício vale. Larguei mão de fazer unhas, sobrancelhas, enfim, larguei mão de mim inteira pra me dedicar a ela. Não forçava a menina a nada, mas nunca desisti. 

Para mim, as coisas eram mais fáceis. Se a criança quer sucção, nada melhor que ter uma ali, a disposição, mas talvez aquele gosto de silicone - ops... quer dizer... - aquela textura de borracha das chupeta/mamadeira não era tão gostoso quanto o peito da mamãe.

Eu amo amamentar. É realmente a maior ligação com minha filha. Que atire a primeira pedra a mãe que nunca usou desta 'desculpa' pra pegar a filha no colo e ficar sozinha só pra ter um momento íntimo???? 

Cena: filha no colo de alguém, provavelmente chorando muito (ou por estranheza, ou por ranhetice) e você, mesmo tendo acabado de amamentar, solta:

- Ah, acho que ela está com fome, deixa eu ver se ela não quer mamar.

Funciona... (#ficadica)

Chega de enrolação. Deixa eu ir direto ao ponto que quero. 

Minha filha não está engordando o suficiente. Tenho leite, mas talvez um refluxo oculto esteja impedindo a pequena de ficar bolotinha. Então por isso a doutora pediatra pediu para eu entrar com o suquinho de laranja lima. (aqui não vou discutir amamentação exclusiva, engordou um pouquinho então tá bom... essas extremidades que eu leio por aí, porque eu respeito, mas também exijo respeito) A doutora prezava pela amamentação exclusiva até os seis meses, mas se ela pediu pra entrar com o suco, eu vou entrar e pronto.

Mas acontece que eu teria que usar a mamadeira. Tremei, mãe Lívia, tremei! O que fazer agora??????

Primeira tentativa, falha. Foi na colherzinha, pingo a pingo, aquela sujeira... mas o mais emocionante nesse dia foi ela ter ADORADO o suco! Bia é chatinha, toda novidade chora, se irrita, estranha... então ter gostado de um sabor diferente me fez ver uma luz no fim do túnel.

Como eu disse, a vida é uma caixinha de surpresa. Assim como eu SEMPRE ofereci a chupeta pra minha bebê - cabia a ela aceitar ou não - eu também SEMPRE oferecia a mamadeira. Mais importante que o bico, ela precisava entender que meu peito não estaria ali pra sempre, seria um tanto bizarro.

Depois de quatro dias, encostei a mamadeira na boquinha pequena e perfeitinha e... chup chup... ela entendeu e aprendeu (confesso aqui que chorei!). Dia seguinte resolvi testar com a chupeta, já que eu já tinha entregado o ato de chupar o dedão pra Deus, e... chup chup... ela pegou! 

Mas... a vida... ou melhor, o bebê, este sim é uma caixinha de surpresa! No dia seguinte não quis mamadeira, e também rejeitou a chupeta, mas depois pegou, e largou e assim tem sido.

Acho que realmente a paciência é uma virtude para poucos. E eu estou no setor: "Criado sem paciência, mas aprendendo com o bebê". 




Ontem ela estava difícil e eu briguei com ela. Nós duas dormimos a tarde e quando ela acordou, olhei nos olhos dela, pedi desculpas e um sorriso caso ela me perdoasse. Ganhei o sorriso banguela mais lindo deste mundo... e aí, todo esforço vale a pena... pensem nisso!

Minha dica é: Não force, não insista, não se desespere, mas persista. Uma hora as coisas se encaixam. Senão, é porque já estão no lugar!

E se você quer rotina, não tenha um bebê.

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Sugestões de presentes em chá de bebê;
Algumas dificuldades;
O quartinho de bebê em vermelho.

quarta-feira, 5 de março de 2014

O que pedir no chá de bebê?


Ano passado contei que tive duas festas de chá de fraldas, uma organizada pelo pessoal do trabalho em São Paulo e outra pela minha mãe em Jundiaí.

Mas não falei nada sobre o que pedi, como pedi e tudo mais...

Para começar, eu sempre prefiro dizer "sugestão de presente", porque não acho legal você convidar alguém pra sua festa e pedir qualquer coisa. Ao meu ver, o importante de confraternizações é você reunir pessoas importantes para comemorar algo muito bom.

Então fiz duas listas com 'sugestões' do que cada convidado poderia trazer, mas deixando claro que a intenção maior era que eles comparecessem para dividir a alegria da minha gravidez.

No trabalho, como muitas pessoas quiseram participar - o que me deixou feliz e honrada, porque não imaginava a participação de tanta gente - resolvi dividir entre fraldas e itens de higiene. Para não haver confusão, o convidado sorteava um convitinho e nele estava escrita a sugestão.

Em casa eu pedi apenas fraldas e indiquei a Pampers e a Turma da Mônica como opções, mas não faço disso uma regra. Ganhei outras marcas e foram boas também como a Pom Pom.

Fraldas
Para ter ideia da quantidade de fraldas que eu usaria, pesquisei na internet e encontrei uma calculadora de fraldas que me serviu de base para cada uma das festas. No fim a gente articula da nossa maneira. Eu acabei pedindo mais P e M, que imagino que usa mais e mais cedo. O tamanho G dá pra comprar mais pra frente, se for o caso, e pedi alguns RN que usei bastante também!




Itens de higiene
No caso da festa no trabalho, as sugestões foram: 


  • lenços umedecidos - é interessante dar alguns sem cheiro, próprio pra recém-nascido, pra não causar alergia. (Isso é algo que você usa pouco no começo, mas fica sempre na bolsa do bebê);
  • algodão - o que eu gostei mais foi daqueles do tipo de tirar maquiagem (quadrado ou redondo);
  • cotonetes - pra limpar o umbigo, orelhas e nariz, com o maior cuidado do mundo, claro;
  • pomada para assadura - pedi o Bepantol Baby e o Hipoglós Amêndoas, mas este último achei muito grosso e difícil de sair. Acabo usando mais depois do banho, quando é, provavelmente, a última troca. Com isso ela passa a noite mais protegida;
  • álcool gel - deixo na cômoda da Beatriz para todos os efeitos e todas as visitas;
  • sabonete e shampoo - ganhei várias marcas e até agora só usei da Johnson & Johnson, Da cabeça aos pés;
  • óleo Johnson - para limpar as craquinhas que ficam na pele.



Ah, vale lembrar que muitos convidados acabam levando um presentinho a mais, o que é totalmente carinhoso! Por isso é um evento que você tem que planejar com muita dedicação.


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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Ela não quer mamadeira!

Os primeiros três meses da Beatriz eu segui as orientações da pediatra e decidi ficar em casa, esperando que ela tomasse todas as vacinas necessárias.

Ficar enclausurada não é fácil, mas confesso que o cansaço e as crises de cólica da pequena não me davam o menor ânimo de dar uma volta.

Aliás, confesso mais ainda, tinha pavor de receber visitas! Minha filha chorava muito de dor, e isso fazia com que eu ficasse desesperada das pessoas irem vê-la e sair com a pior das impressões possíveis.

Não sei se estava certa ou não, mas fato é que eu queria que todos vissem a menina linda que ela é, só que não era a impressão que eu achava que as pessoas levariam dela.

Hoje tenho uma pitoca que ainda é bastante chorona, tem uma personalidade fortíssima, é brava, mas dá cada sorriso que eu posso estar brava, triste, p da vida... mas aquele sorriso... ahhhhh.... ele me desmonta!!!! 

Nossa luta hoje é para que ela pegue a mamadeira. Não pra eu dar leite artificial, eu tenho leite e bombinha para armazená-lo, mas não consigo fazer mais nada pra mim. Estou acabada, me sentindo feia. Emagreci muito e, pra ser sincera, achei isso muito estranho. Me sinto esquisita... 

Não acredito que ela vá trocar meu peito pela mamadeira, porque não será uma coisa recorrente, mas eu precisava que ela me desse um pouco de tempo para que eu pudesse ir arrumar o cabelo, fazer depilação, unhas, cuidar de mim um pouco. Nós, mamães, também temos este direito!

Quem tiver dicas sobre como fazer a criança pegar mamadeira, me passe. 

Avisando que a chupeta não é o acessório preferido da pequena. Faz três meses que tento acalmá-la, mas ela não gosta. Eu imagino que ela não goste mesmo e pronto,não consigo ficar forçando, mas todo mundo diz que eu preciso insistir. E pra dificultar, esses dias ela descobriu que o dedo é muito mais gostoso.

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Veja também:
O quartinho de bebê em vermelho;
As crises dos primeiros meses;
O que aprendi com a Maternidade;
Relato do parto da Beatriz.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

O quarto da Beatriz

Finalmente, quase três meses depois, voltamos para nosso lar!

Passei a primeira fase crítica da vida da Beatriz hospedada na casa dos meus pais. Conforto, amor, ajuda... tinha tudo o que precisava, mas não era o quarto que planejei com tanto amor, não era o meu apê com as minhas coisinhas...

Mas foi de extrema importância ter passado essas semanas por lá, como expliquei no post anterior.

Apesar de contar com todo apoio dos meus pais, eu procurava fazer tudo sozinha. Trocar, dar banho, acalmar. O que eu pudesse fazer pra me virar, estava disposta. Mas era ótimo ter alguém pra segurá-la quando eu precisava ir ao banheiro, comer alguma coisa ou até mesmo pra tomar uma água.

Agora que estamos em casa, tenho mais confiança ainda em realizar as tarefas que preciso. Além disso, antes tinha a empregada da minha mãe (ou até mesmo a minha mãe) que lavava as roupinhas, passava. Hoje eu tenho que fazer tudo isso, mas não acho complicado não.

O quartinho
Eu nunca falei aqui sobre o quartinho que escolhi pra Beatriz. Nunca tinha pensado num tema, mas sim na cor. Se fosse menino seria verde. Já para a menina queria muito o vermelho. 

Muitos se assustaram, outros me perguntavam sobre o que seria o quarto. Nunca conseguia responder. Só falava que seria vermelho. Mas que eu tinha bom gosto e ninguém precisaria se preocupar.

Conforme fomos encontrando papel de parede, adesivo, kit berço, kit higiene, acabei montando, sem querer, o tema: floral.

Tudo foi se encaixando, ficando delicado, moderno e diferente. Não queria nada muito igual a tudo o que existia. Queria algo meu. Aliás, meu não. Da Beatriz. É tudo dela e pra ela.

Cada ideia doida que eu tinha o Luís, mesmo com o pé atrás, comprava e me dava crédito. Ficou tudo tão lindo que se tivesse que mudar de profissão, seria decoradora de quarto de bebês! Hahaha... brincadeira!

Confira as fotos e me digam o que acharam!









O kit berço compramos da Pinguinho de Gente, pedi para fazer com a espuma reta pois muita gente me orientou que, depois de um tempo, aqueles kits fofinhos ficam meio perigosos. No fim eu achei que ficou lindo e combinou com o estilo do quarto.


Os móveis - berço, cômoda e cadeira de balanço - são da Somniare, uma empresa que não tem muitas opções, mas as que têm são lindas, entregam no prazo, valeu a pena!

Aproveitamos o porta maternidade e colocamos na porta do quarto dela. Ficou lindo.

O porta maternidade, o kit higiene, a prateleira em cima da cômoda e os nichos compramos tudo em Pedreira. Vale bastante a pena!

Os vasos dos nichos é de uma loja de multi-coisas.

Este armário é embutido e pintamos de branco. Os puxadores são da Leroy Merlin.

O papel de parede compramos na internet, pelo site Decore com Papel.

A ideia inicial do Luís era colocar uma moldurinha no teto, mas que desse pra fazer uma iluminação diferente, como se fosse uma sanca. Eu dei a ideia de pintar de vermelho e até que ficou bem legal!!!

O adesivo de árvore compramos pela internet, na Stillo Adesivos. O Luís acabou colocando na parede só no carnaval, mas valeu a pena porque ficou lindo! 

Ainda faltam uns detalhes como o tapete, assim que estiverem prontos eu coloco aqui!


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Veja também:
Meu último post sobre as Crises dos primeiros meses;

E ainda, O que aprendi com a Maternidadeo meu Relato do parto da Beatriz

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

A grande loucura das cólicas



Já se passaram dois meses e meio da maior virada da minha vida. E por ser tão grande, acarretou em inúmeras mudanças.

Minha filha sofreu de cólica desde seu primeiro dia de vida. Na maternidade, sua segunda madrugada foi em claros, aos berros. Eu e o Luís, pais de primeira viagem, e completamente inexperientes, não sabíamos o que fazer com aquele choro todo e, pelo visto, nem as enfermeiras, uma vez que chamaram a pediatra de plantão para avaliar aquela coisinha pequena que se sentia tão mal.

O diagnóstico: "Ela tem cólicas. O sistema digestivo dela ainda está amadurecendo e isso pode durar três meses... alguns bebês pra mais, outros menos..."

Tão pequena, tão indefesa e já com tanto sofrimento. Isso destrói o coração de qualquer mãe - e pai - sem sombra de dúvidas!

O quarto-semestre de gestação
O que eu não sabia - antes engravidar - é que a ''gestação" dura quatro trimestres. O último período - ou extero-gestação - é fora da barriga da mãe, onde o bebê ainda está terminando de se formar e se acostumando a ficar fora do 'conforto' do ventre materno. Por isso ele pede muito colo, carinho, atenção e paciência.

E confesso que foi com a Beatriz que aprendi o que é paciência. Não foi fácil aguentar o choro da minha menina, com tantas dores. Foram remédios (todos com prescrição médica!!!), colos, muitas tentativas de acalmar. Certo é que chegou um momento em que chegava a noite e eu dava o tal Colic Calm, um remédio gringo, que deixava a pequena melhor pra poder dormir.

Só que as dores não tinham horários certos e duravam muito tempo. Eu que era toda contra dar remédios pra um ser tão minúsculo acabei mudando o conceito e larguei mão! Remédio sim! Pra que deixá-la sofrer tanto???

Depois resolvi entrar com homeopatia, o que deu uma boa melhorada. Por fim, acabei com a lactose da minha dieta. Foi o melhor dos mundos!!!!! Graças a Deus a minha pequena não tem APLV (Alergia à Proteína do Leite de Vaca), mas ela tem uma certa intolerância que dificultava a digestão e, por isso, tantas dores e contorcionismos.

Mudanças
Mudei meus hábitos, mudei de endereço. Desde que o Luís voltou a trabalhar (após cinco dias de licença), vim morar com meus pais, para que pudesse ter um suporte na hora dos cuidados com a pequena. Foi minha salvação! O que era pra durar uns dias acabou se tornando quase três meses! 

Fui um pouco criticada, mas só quem conheceu as crises de cólicas da minha filha pode saber o quanto foi necessária esta mudança temporária. E o principal foi ter o apoio da família e do meu marido, que me deu um suporte que talvez nenhum outro desse.

Crise
Logo no início do ano, após um mês e meio de vida da pequena Beatriz, me lembro bem, era segunda-feira. Ela chorava o dia todo. Eu chorava com ela. Estava exausta, mesmo com ajuda dos meus pais. 

A noite, após sua 'soneca' de três horas, acorda, mama e dorme? Não... acorda, mama e chora... chora muito, desesperadamente. Viro de um lado, de outro, levanto, deito, dou remédio, canto... nada. Nada acalmava, nada adiantava e minhas forças estavam indo pro ralo.

"Que mãe sou eu??????? Sou tão ruim assim??? Não sirvo pra isso??? Queria tanto ser mãe e olha o que eu to fazendo!!! Ela tá sofrendo e eu não consigo fazer mais nada!!!!"

Desespero bateu gigante. Deitei no sofá com ela no colo. Ela chorava, eu chorava... e, as duas largadas, chorando muito, me vi a pior mãe do mundo.

Me culpei com nunca na vida! Não foi fácil.

O Luís queria ajudar, mas não deixei. Ele trabalha em outra cidade e precisava descansar. Seriam duas preocupações.

Minha mãe aparece na sala, tira a Bia de mim e me manda deitar. Disse que eu tinha que descansar. Ela viu que eu tinha chegado no auge do cansaço. Entrei no banheiro e chorei, como criança, de soluçar. Fiquei trancada alguns minutos. Saí, tomei um copo de água com açúcar e fui deitar.

Minha cabeça naquele choro de bebê, sofrido... Mas ela não chorava mais. O som que ecoava no meu ouvido já era coisa da minha cabeça. Fui atrás e não encontrei nenhuma das duas. Elas foram pra suíte dos meus pais e me deixaram de fora.

Dormi. Pouco, mas dormi. E quando levantei as duas estavam acordadas... Mal dormiram uma hora naquela noite. Meu corpo todo doía como se eu tivesse sido pisoteada. Naquele dia eu e Beatriz ficamos na cama, dormindo manhã e tarde inteiras. Acabadas.

Tudo passa
Depois com o tempo as coisas vão se ajeitando. Dou graças a Deus de ter uma família tão parceira. Faria tudo de novo e, tenho certeza, eles também! Hoje tenho força e acredito que isso acontece com muitas mães. Parece que não tem fim, mas tem sim!!! 

E se uma hora você precisar gritar, chorar, correr pra um canto. Faça... mas acredite que é só uma válvula de escape e tenha sempre pessoas que te amam por perto, pois elas serão importantes demais pra sua recuperação.

Outra coisa, quem passa por tudo isso sozinha, parabéns! Você é uma heroína! 

Ah, e fica a dica: AINDA ASSIM, VALE A PENA SER MÃE!




Veja também:
Confira meu último post sobre O que aprendi com a Maternidade

E ainda, o meu Relato do parto da Beatriz